Alternativa ao Copilot do Power BI: quando faz sentido
O Copilot do Power BI responde sobre modelos semânticos já publicados no Power BI, exige capacidade Fabric F2 ou Premium P1 e, segundo a Microsoft, só tem suporte oficial em inglês nas perguntas sobre dados. Uma alternativa faz sentido quando a empresa não tem esse modelo pronto, quer perguntar em português ou quer consultar direto o banco do ERP.
O que o Copilot do Power BI exige
O Copilot é o assistente de IA da Microsoft dentro do Power BI. Ele resume relatórios, ajuda autores a montar páginas e escrever DAX e responde perguntas sobre os dados. Para quem já vive no Power BI, é a escolha natural. Antes de contar com ele, vale conferir o que a documentação oficial pede (consultada em 16 de outubro de 2026):
- Capacidade paga. O Copilot exige capacidade Fabric paga F2 ou superior, ou Power BI Premium P1 ou superior. Capacidades de avaliação (trial) e SKUs gratuitos não são suportados, e a licença Pro ou Premium por usuário sozinha não basta.
- Modelo semântico. Nas perguntas sobre dados, o Copilot usa o modelo semântico do Power BI. O Q&A precisa estar habilitado no modelo, porque o Copilot usa o mesmo motor para montar as consultas.
- Preparo dos dados. A Microsoft recomenda preparar o modelo para a IA (esquema, instruções e respostas verificadas) e avisa que, sem esse preparo, o Copilot pode interpretar mal os dados e devolver resultados genéricos ou imprecisos.
- Configuração do administrador. O Copilot vem ligado por padrão, mas depende de uma configuração no portal de administração do Fabric que o administrador pode desligar.
O Copilot foi desenhado para acelerar quem já tem o dado modelado no Power BI. Para quem ainda não tem, o primeiro passo é construir esse modelo.
A questão do idioma
Para empresas brasileiras, este é o ponto que mais pesa. A página da Microsoft sobre perguntas de dados no Copilot diz que o único idioma suportado é o inglês. A visão geral do Copilot acrescenta que perguntas em outros idiomas podem às vezes trazer respostas relevantes, mas que o uso multilíngue não tem suporte oficial no momento.
Na prática, um diretor que pergunta "quanto vendemos em setembro por vendedor" pode até receber uma resposta. Só que a Microsoft não garante esse uso, e o vocabulário do negócio em português ("título", "positivação", "pedido faturado") fica por conta do preparo que alguém fizer no modelo.
Modelo do Power BI ou banco do ERP: onde a abordagem muda
A diferença de fundo entre o Copilot e um BI conversacional como o Entendo é o lugar onde a pergunta é respondida.
O Copilot trabalha sobre o modelo semântico do Power BI e gera DAX, a linguagem de consulta desses modelos. Se a empresa já investiu em modelos bem construídos, com medidas e relacionamentos certos, o Copilot aproveita esse trabalho. Se não investiu, a pergunta não tem onde cair.
O Entendo conecta direto no banco de dados (PostgreSQL, MySQL, SQL Server, Oracle, Firebird ou ClickHouse, normalmente o banco do ERP) e gera SQL. As regras do negócio ficam numa camada semântica própria, com glossário, metas e KPIs, montada na implantação assistida. O SQL e o raciocínio aparecem em cada resposta para conferência.
Há também diferença no que cada um responde. A Microsoft informa que o Copilot ainda não responde perguntas que pedem previsão, detecção de anomalias ou principais influenciadores. O Entendo faz previsão de séries temporais a partir do histórico.
| Copilot no Power BI | Entendo | |
|---|---|---|
| Sobre o que responde | Modelos semânticos publicados no Power BI | O banco de dados (PostgreSQL, MySQL, SQL Server, Oracle, Firebird, ClickHouse), além de Google Sheets, CSV e Excel |
| Consulta gerada | DAX, que pode ser conferido na resposta | SQL, visível em cada resposta junto com o raciocínio |
| Idioma com suporte oficial nas perguntas sobre dados | Inglês | Português e inglês |
| Pré-requisito para usar | Capacidade Fabric paga F2+ ou Premium P1+; trial não é suportado | Plano mensal sob consulta e implantação assistida, cobrada à parte |
| Previsão | Ainda não responde perguntas de previsão | Previsão de séries temporais |
| Revenda com marca do parceiro | Não é o foco do produto | White-label: logo, cores, domínio, e-mails e exportações do parceiro |
Fontes sobre o Copilot: documentação oficial da Microsoft, Copilot for Power BI overview, Ask data questions with Copilot e Prepare your data for AI, consultadas em 16 de outubro de 2026. O Entendo não é produto nem parceiro da Microsoft. Power BI e Copilot são marcas da Microsoft.
Quando o Copilot é a escolha certa
Vale ficar com o Copilot quando:
- a empresa já tem capacidade Fabric ou Premium e modelos semânticos publicados e mantidos por um time de BI;
- os usuários trabalham em inglês ou aceitam o uso em português sem suporte oficial;
- as perguntas giram em torno dos relatórios que já existem, e o ganho principal é resumir e explorar esses relatórios;
- o time de BI quer ajuda para escrever DAX e montar páginas de relatório.
Nesse cenário, trocar de ferramenta jogaria fora o investimento no modelo.
Quando faz sentido olhar uma alternativa
Uma alternativa como o Entendo faz mais sentido quando:
- os dados estão no banco do ERP e a empresa não tem, nem quer construir agora, modelos semânticos no Power BI;
- as pessoas que vão perguntar trabalham em português e precisam de suporte nesse idioma;
- a empresa quer conferir o SQL executado no próprio banco, e não uma consulta sobre uma cópia modelada;
- o banco fica dentro da rede da empresa e a conexão precisa ser de saída, sem abrir porta de entrada (o Entendo Gateway faz isso);
- a empresa é uma software house ou consultoria que quer oferecer BI conversacional aos clientes com a própria marca, no modelo white-label.
Dá para usar os dois
Os painéis do Power BI podem continuar no acompanhamento de rotina, e um BI conversacional fica com as perguntas que nenhum painel cobre. O Entendo lê o banco em modo somente leitura e não mexe nos relatórios existentes.
Para entender melhor a categoria, veja o que é BI conversacional e como funciona consultar banco de dados em linguagem natural.